domingo, 31 de março de 2013

I Mostra itinerante verdade e memória – Resistência cultural e heranças da ditadura civil-militar

O IF-Sul - em parceria com o Comitê pela Verdade Memória e Justiça de Pelotas e região e o Ponto de Cultura Memórias em Movimento (vinculado ao Instituto Mário Alves) realiza - durante toda a primeira semana de abril - a I Mostra Itinerante Verdade e Memória: resistência cultural e heranças da ditadura civil-militar.

As atividades ocorrem de 1º a 6 de abril, marcando a Semana Nacional Memória e Direitos Humanos. Durante o evento, serão realizadas diversas atividades; como mostras artísticas, exibição de documentários e rodas de conversa.

Nesta segunda-feira (1), às 9h, no Campus do IF-Sul Pelotas, será dado início às atividades, com uma mostra visual e auditiva sobre a resistência artística cultural na época da repressão. Às 19h a comunidade está convidada a participar de uma roda de conversa com a presença do Comitê pela verdade, memória e justiça de Pelotas e região. Na oportunidade, será exibido o filme “O ano em que meus pais saíram de férias”.

Confira a programação completa logo abaixo:

1º e 2 de abril IFSul Campus Pelotas
09:00 às 22:00: mostra visual e auditiva sobre a resistência artística cultural durante os dois dias no saguão principal.
1º de abril 19:00: roda de conversa com a presença do Comitê pela verdade, memória e justiça de Pelotas e região + filme-debate “O ano em que meus pais saíram de férias” (110 min. Direção de Cao Hamburger – 2006)

2 de abril 19:00 sarau cultural
Professores participantes:
Literatura: Jaqueline Koshier
História: Ariel Roja, com a participação do Comitê pela Verdade, Memória e Justiça de Pelotas e região
Filme-debate
Memórias do movimento estudantil ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil (00:59 min. Direção de Sílvio Tendler – 2007) 

4 de abril IFSul Campus Bagé
09:00 às 18:00: mostra visual e auditiva sobre a resistência artística cultural durante dia no saguão principal
16:30 às 18:30: roda de conversa com a presença do Comitê pela verdade, memória e justiça de Pelotas e região + filme-debate “Memórias do movimento estudantil – ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil” (00:59 min. Direção de Sílvio Tendler – 2007) OU “O ano em que meus pais saíram de férias” (110 min. Direção de Cao Hamburger – 2006)
Professores participantes:
Literatura André Nogueira

5 de abril IFSul Campus Camaquã
10:00 às 21:00  mostra visual e auditiva sobre a resistência artística cultural no hall de entrada
10:30 às 12:00 - "História do movimento estudantil, juventude e participação política" - Ponto de Cultura Memórias em Movimento – Instituto Mário Alves Pelotas
16:30 Oficina de Literatura sobre a produção artística da resistência à ditadura
Professoras de Literatura: Carla Vianna e Vera Hass
19:00 roda de conversa com a presença do Comitê pela verdade, memória e justiça de Pelotas e região + filme-debate “Memórias do movimento estudantil – ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil” (00:59 min. Direção de Sílvio Tendler – 2007)
Professores participantes:
Sociologia: Patrick Kovalscki
Filosofia: Sergio Corrêa
Geografia: Edson Oliveira
História: Fernanda Silva

Promoção: IFSul Campus Pelotas Comitê pela Verdade Memória e Justiça de Pelotas e região Ponto de Cultura Memórias em Movimento (Instituto Mário Alves)

domingo, 10 de março de 2013

Pela legitimidade da Comissão de Direitos Humanos

O Instituto Mário Alves está coadunado à campanha que pede a imediata destituição do Pr. Marco Feliciano da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. É de conhecimento público que o referido parlamentar frequentemente manifesta opiniões racistas e homofóbicas; sendo a sua nomeação um verdadeiro insulto aos movimentos sociais que lutam pela igualdade de direitos e justiça social, no Brasil.

Você também pode ligar para a ouvidoria do Congresso Nacional e exigir que esse equívoco seja corrigido o mais rápido possível. O telefone para contato é 0800-619-619.

Para assinar a petição clique aqui!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Material de divulgação: Campanha de Arrecadação de Material

Divulgue. Participe!


IMA promove Campanha para Arrecadação de Material Histórico


Na busca de materiais referentes à Ditadura Militar, IMA e Memórias em Movimento lançam Campanha que resgata as lutas do movimento estudantil

Com o objetivo de resgatar a luta do movimento estudantil universitário pela redemocratização do Brasil, o Instituto Mário Alves (IMA) – por intermédio do Ponto de Cultura Memórias em Movimento – está construindo um Arquivo Histórico que contará com depoimentos de militantes e materiais doados para acervo; tais como: jornais, fotografias, panfletos e demais artefatos referentes aos anos de chumbo, no país.

Parceiro desta iniciativa, o Comitê pela Verdade, Memória e Justiça de Pelotas e Região, desde 2012, vem oportunizando espaços de reflexão e debate sobre o tema, bem como possibilitando à comunidade pelotense conhecer um pouco mais da história local, ao longo desse período.

Se você possui algum material referente à Ditadura Militar, entre em contato com o Instituto Mário Alves. Aceitam-se doações de fotos, recortes de jornais, panfletos e demais materiais que possuam alguma informação desse período. Caso você não queira se desfazer do documento, o IMA responsabiliza-se em digitalizá-lo. As doações podem ser feitas diretamente na sede do instituto - rua Andrade Neves, 821 -, ou, ainda, pelo e-mail: imapelotas@yahoo.com.br . Mais informações pelo telefone: 3025-7241.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cartunista Carlos Latuff participa de atividade em Pelotas


Nesta quinta-feira (7), a comunidade pelotense terá a oportunidade de participar de uma roda de conversa com o cartunista Carlos Latuff. A atividade está sendo promovida pelo Coletivo Levante, grupo ligado ao movimento estudantil e atuante em todo o Brasil. 

Latuff ficou conhecido mundialmente ao defender a causa palestina e possui diversos trabalhos artísticos que abordam temáticas voltadas às lutas sociais e os direitos dos povos. Em contraposição ao modelo tradicional de produção de charges, a sua obra artística está baseada na produção de desenhos em copyleft, muitos deles utilizados por grupos como o Movimento Zapatista. Os desenhos do chargista são amplamente divulgados na mídia alternativa e nos movimentos sociais. 

Em Pelotas, o chargista falará sobre o ativismo cultural e político que embasam o seu trabalho. Estará em discussão não apenas o ato de criação da charge, mas toda a problemática que envolve a elaboração de desenhos críticos e a responsabilidade de quem assume uma posição ao relatar os conflitos sociais. O encontro está marcado para amanhã, quinta-feira (7), às 19h, na Biblioteca Pública Pelotense, localizada à Praça Coronel Pedro Osório, nº 103. Não será cobrado nenhum valor para ingresso no local. Para participar, basta disposição e interesse pelo tema.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mário Alves: presente!


É indiscutível que Mário Alves cumpriu um papel fundamental na formação do movimento revolucionário brasileiro, manifestando, durante toda a sua vida, uma clara opção pela luta armada. O guerrilheiro repudiava qualquer tipo de aliança com a burguesia, pois via nessa concessão a possibilidade de subordinação dos trabalhadores aos interesses de uma minoria reacionária.

Militante e ex-dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, posteriormente, do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), esteve sempre ligado a base das organizações partidárias, contribuindo para a formação dos companheiros.

Quando foi preso pelo DOI-CODI ele tinha apenas 47 anos. No dia 16 de janeiro de 1970, o militante desaparece. Foi assassinado brutalmente pelas forças repressoras. Conforme relata sua companheira, Dilma Borges, Mário Alves foi "barbaramente espancado e submetido à suplício, com o uso de um cassetete dentado e o corpo todo esfolado por escova de arame". O suplício se deu em função da postura inequívoca em não delatar os companheiros de luta.

Segundo informações do Grupo Tortura Nunca Mais, "a companheira de Mário Alves e sua filha Lúcia conseguiram, em 1987, que a União reconhecesse a responsabilidade civil por sua prisão, morte e danos morais. Foi, assim, o primeiro caso em que a União reconheceu sua responsabilidade por um desaparecimento político".

IMA

Em Pelotas, o Instituto Mário Alves (IMA) procura manter viva a trajetória e os princípios que impulsionaram a caminhada deste importante militante comunista. O IMA promove cursos e palestras nas mais diversas áreas de interesse dos movimentos sociais, colaborando para a formação política da classe trabalhadora e estudantil.

Na sede do instituto, os associados têm acesso a uma biblioteca com mais de três mil volumes e uma videoteca com aproximadamente 800 filmes em VHS's e DVD's. Todo o material é de conteúdo político e filosófico. São temáticas que ressaltam a importância de seguir acreditando na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Processo que incentiva a concretização do sonho de muitos ativistas, os quais deram a vida em nome dessa causa.

Por se tratar de uma organização sem fins lucrativos e não partidária, esta importante entidade se mantém com a colaboração de seus associados, recebendo, ainda, a contribuição de algumas entidades sindicais.

O IMA fica localizado à rua Andrade Neves, 821. O telefone para contato é (53) 30257241

"Depois de violentamente espancado... torturado com choques elétricos, no pau de arara, afogamentos, etc. Mário Alves manteve a posição de nada responder a seus torturadores... então introduziram um cassetete de madeira com estrias, que provocou a perfuração de seus intestinos e a hemorragia que determinou a sua morte.” (Depoimento do advogado Raimundo Teixeira Mendes, extraído do livro “Desaparecidos Políticos")

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mauro Del Pino toma posse em Brasília: UFPel comemora retomada da democracia


Reconstruir é o maior dos desafios. Não basta melhorar o quadro atual. Deve-se modificar, tomar um novo rumo; implementar políticas diferenciadas no âmbito de interesse dos envolvidos no processo de mudança. Não obstante, essa transformação só é possível com esforço conjunto. Um interesse mútuo pelo avanço. Sentimento que brota da negação intransigente ao retrocesso. Para isso, às vezes é preciso teimar. Ir às ruas. Convidar a sociedade a participar desse processo. Estabelecer uma relação de interesse com os rumos da sua comunidade, da sua cidade, da universidade pública que leva o nome do seu município. 

Passado quase meio século do Golpe Militar no Brasil – um dos períodos mais tristes da nossa história – as forças políticas responsáveis por colaborar com o advento desse regime autoritário – algumas delas ainda encrustadas nas instâncias de caráter decisório – não se cansam de dar provas do quanto não se acostumaram a perder. Para elas, é preciso esgotar todas as possibilidades de manutenção da única ordem que conhecem: a sua própria ordem. Mesmo que isso signifique ir contra os interesses da maioria. 

É assim que atuam os golpistas de ontem e de hoje. Defendem interesses particulares, legislam em causa própria e não sabem como aceitar o novo momento vivenciado no país. Momento, esse, que, obviamente, estende-se para o espectro universitário.

Apesar de você...

Na UFPel, essa transformação começou a ocorrer no dia 22 de junho de 2012, quando a  Chapa 4 – Movimento Reconstrução – representada pelos candidatos Mauro Del Pino (Reitor), Carlos Mauch (Vice-Reitor), Denise Gigante e Gilson Porciúncula (membros da lista tríplice), foi eleita com 52% dos votos válidos no segundo turno das eleições para a reitoria da universidade. 

No dia 26 de setembro, mesmo com a resistência do ex-reitor, César Borges, o resultado do processo eleitoral foi referendado pelo Conselho Universitário (Consun). Dessa forma, ficou estabelecido mais um marco histórico na UFPel. A vitória da comunidade acadêmica frente aos interesses de uma cúpula retrógrada e descomprometida com os rumos da educação pública.

Por uma gestão democrática e sustentável

Na última segunda-feira (7), o professor Mauro Del Pino foi empossado como reitor da UFPel, em Brasília, ato que contou com a presença do ministro da Educação, Aloízio Mercadante. Nos próximos quatro anos, a universidade estará pautada por uma atuação que incide no desenvolvimento social sustentável, priorizando uma série de discussões deixadas de lado há pelo menos duas décadas; como a vocação de internacionalização da universidade, a importância de fortalecer o tripé: ensino – pesquisa – extensão e, mais recentemente, a implementação da política de cotas. 

Os desafios da nova reitoria são muitos. Mas as alianças estabelecidas junto aos movimentos sociais – notadamente representados por estudantes organizados em Coletivos, professores e funcionários da instituição ligados às associações de docentes e servidores – ressaltam o compromisso da nova gestão com os interesses coletivos.

Para honrar esses compromissos, é preciso estar atento não só às políticas de educação em nível nacional, mas também aos movimentos que estão ocorrendo nos países vizinhos. É o caso, por exemplo, da luta dos estudantes chilenos pela manutenção de uma educação pública e de qualidade em seu país. Diante desse quadro geral, a nova reitoria está se comprometendo em estabelecer uma relação aberta com os movimentos populares, a qual certamente estará coadunada com os processos de mudança da política nacional e internacional.

Na próxima sexta-feira (11), ocorre a solenidade de transmissão do cargo de Reitor ao Prof. Dr. Mauro Augusto Burkert Del Pino. A atividade será realizada no Auditório Prof. Wilson Alves de Oliveira - Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel - Campus Capão do Leão, às 18h.

Mais informações e aquisição de convites pelos telefones: (53) 8101-3065 (TIM); (53) 9117-7313 (CLARO); (51) 8143-9381 (VIVO).