quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Capelania da UCPel promove ciclo de debates sobre a Ditadura Civil-Militar no Brasil

Dentre as principais atribuições da Capelania da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) destaca-se a promoção de atividades sócio-reflexivas que possibilitem a aproximação de alunos, professores, funcionários e da comunidade - de forma geral - em torno de temas de interesse coletivo. Seguindo por esta linha, nesta quarta-feira (04) tem início o evento Ditadura em Debate. A programação se estende por todo o mês de setembro, incluindo palestras, mostras fotográficas e a realização de um cine-debate.
 
O momento político que o Brasil atravessa, sobretudo após as recentes manifestações que tomaram conta das ruas do país, tem colocado em xeque o posicionamento do Estado sobre temas pouco discutidos ao longo dos últimos anos. A instauração da Comissão Nacional da Verdade, em maio de 2012, fez com que uma parcela significativa da população brasileira passasse a se indagar sobre os crimes e as violações aos direitos humanos ocorridas durante a Ditadura Militar (1964-1985), suscitando um interesse maior pelo tema.

“A organização da atividade proposta pela Capelania da UCPel nasceu de um amplo diálogo estabelecido junto à comunidade acadêmica e contou com a colaboração de estudantes do último semestre do curso de Filosofia”, destaca a articuladora da juventude da Capelania, Manoela Neutzling. Ela explica que o evento procura abarcar os diversos aspectos que envolvem a temática e, por isso, optou-se em subdividi-lo em três eixos principais, com a organização de mesas redondas. A primeira - Mídia, Censura e Ditadura – contará com a presença dos professores Renato Della Vechia (UCPel) e Alessandra Gasparotto (UFPel), ambos integrantes do Comitê Memória, Justiça e Verdade de Pelotas e Região. Essa primeira palestra ocorrerá na quinta-feira (05), às 19h, na Sala 407 E do Campus I.

Antes disso, no entanto, já será possível entrar no clima das discussões. Nesta quarta-feira (04), das 18h às 19h, no saguão do Campus I, estará ocorrendo uma exposição fotográfica, com registros de imagens que fazem parte do projeto Ponto de Cultura - Memórias em Movimento, do Instituto de Estudos Políticos Mário Alves (IMA). Toda a programação do evento é aberta ao público e as inscrições podem ser realizadas diretamente nos locais onde estão previstas as atividades. Mais informações pelo telefone (53) 2128-8004.

Programação

12/09 (Quinta-feira) - Mesa Redonda – Direito, tortura e punição
Comissão da Verdade e a Lei de Anistia.
- Mariluce Vargas – Comitê Memória, Justiça e Verdade.
- Débora Kreuz – Comitê Memória, Justiça e Verdade.
Horário: 19h
Local: Sala 425 C - Campus I

17/09 (Terça-feira) – Mesa Redonda
- Osmar Miguel Schaefer (Filosofia)
- Jandir Zanotelli
- Alceu Salamoni
Horário: 8h30min
Local: UCPel Campus I - Sala 407 E

18/09 (Quarta-feira) - Arte no Saguão
Horário: das 18h às 19h30min
Local: UCPel – Saguão Campus II

24/09 (Terça-feira) - Cine-Debate
Filme: Pra Frente Brasil
Horário: 19h
Local: UCPel – Campus I - Sala 407 E

terça-feira, 10 de setembro de 2013

7 de setembro: Dos 20 casos de agressões à imprensa, 85% foram cometidos pela PM







Nas manifestações de 7 de setembro foram contabilizados ao menos 21 casos de violação contra 20 profissionais da imprensa. A polícia foi responsável por 85% das agressões - 18 casos, na maioria das vezes por uso ostensivo de spray de pimenta. Os números podem aumentar conforme mais casos forem confirmados. Esse foi o levantamento feito pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Segundo a Abraji, Brasília (DF) foi a cidade mais violenta para os profissionais da imprensa. Ao todo, 12 jornalistas foram agredidos, todos por policiais militares. O fotógrafo Ricardo Marques, do jornalMetro, desmaiou após ser atingido no rosto por spray de pimenta. A fotorrepórter Monique Renne, do Correio Braziliense, registrou o momento em que um policial jogou spray de pimenta diretamente em sua câmera. Ao fotografar a cena, André Coelho, do mesmo jornal, foi agredido por PMs.

Houve também agressões, por parte de manifestantes, a profissionais da grande imprensa, no Rio de Janeiro e em Manaus.


Tradição de violência

Os números mostram a recorrência das forças de segurança como autoras de violência contra jornalistas. No último sábado, os PMs igualaram o recorde de 13 de junho, quando agentes de segurança também agrediram 18 profissionais da mídia.

Desde o dia 13 de junho, a Abraji já contabilizou 82 violações contra jornalistas durante a cobertura de manifestações. A planilha completa com os nomes de todos os profissionais agredidos, veículos para o qual cada um trabalhava, data e local da agressão está disponível para download neste link: http://bit.ly/13C5YKi.

“A Abraji repudia as ações de policiais e de manifestantes contra profissionais da imprensa. Agressões são sempre injustificadas. Quando os agredidos são repórteres, todos os cidadãos terminam sendo vítimas da falta de informação”, disse a Abraji em nota.

Fonte: Brasil de Fato

Comissão Nacional de Verdade convida comissões estaduais e municipais para reunião dia 30

O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, José Carlos Dias, convidou os integrantes das comissões da verdade estaduais e municipais de todo país para uma reunião em São Paulo, no próximo dia 30 de setembro cujo objetivo é aumentar o entrosamento e a parceria entre a CNV e suas congêneres, visando o relatório final da CNV, previsto para maio de 2014, mas que deve ser adiado para novembro de 2014.

O convite foi feito por Dias hoje de manhã durante um encontro entre comissões da verdade com atuação no município de São Paulo, promovido pela Comissão da Verdade Vladimir Herzog da Câmara de Vereadores, presidida pelo vereador Gilberto Natalini.

O surgimento de comissões da verdade pelo país é um dos maiores ganhos advindos da criação da Comissão Nacional da Verdade, avalia o coordenador da CNV: "Um dos ganhos da CNV é a proliferação de comissões da verdade. É um engano dizer que é ruim, pois cada núcleo que surge para investigar a verdade é fundamental. Este relatório será elaborado contando com a participação e o trabalho de todas estas comissões. A CNV tem muitas tarefas, mas nada poderia ser feito sem as comissões estaduais, municipais, institucionais e corporativas", afirmou.

Levantamento da CNV indica que há pelo menos 76 comissões da verdade em todo o país, sendo 21 delas instituídas por poderes estaduais ou municipais.

Segundo Dias, na reunião deverão ser definidas formas de cooperação entre a CNV e as comissões estaduais. "Nesta reunião definiremos como entrosar mais esse trabalho e como será a contribuição das comissões na elaboração do relatório e as recomendações finais da CNV", afirmou.

CONVOCAÇÕES - O coordenador defende a organização conjunta de audiências públicas entre a CNV e as comissões estaduais. Dias afirma que a Comissão Nacional pode convocar agentes públicos para depor em audiências promovidas em conjunto com as comissões estaduais e municipais, como ocorreu na audiência do caso Mário Alves, no Rio de Janeiro, no último dia 14 de agosto, em que os agentes públicos foram convocados pela CNV e a audiência realizada em parceria.

"Se os agentes não comparecerem, acionaremos a Polícia Federal para a realização da condução coercitiva daqueles que faltarem, sem contar que eles estarão sujeitos a responder pelo crime de desobediência", afirmou Dias.

O poder de convocar uma pessoa para prestar depoimento é exclusivo da CNV entre as comissões da verdade. O poder de convocação cria a obrigação de comparecimento, conforme entende o colegiado e a Justiça Federal, que negou pedido do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que não queria comparecer perante a CNV para depor.

Natalini pediu à CNV a convocação do presidente da CBF, José Maria Marin, e do delegado da polícia civil de São Paulo Carlos Alberto Augusto. Ambos foram convidados pela Comissão Vladimir Herzog, mas não atenderam aos chamados.

Integrante da CNV, Maria Rita Kehl, que coordena o grupo de trabalho que apura as graves violações de direitos humanos de camponeses e indígenas, pediu apoio das comissões de São Paulo para o trabalho do seu GT.

Além de membros e assessores da CNV e da Comissão Vladimir Herzog, participaram da reunião de hoje em São Paulo integrantes da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, das Comissões da Verdade da USP, Unifesp, PUC, FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

NOMES DE RUA - A Prefeitura de São Paulo, que planeja uma Comissão da Verdade do poder executivo municipal, enviou para a reunião o Secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sotilli.

A prefeitura tem um projeto para mudar nomes de logradouros públicos que tenham nomes de torturadores, ditadores e outros agentes da repressão e esteve reunida com moradores e vizinhos da rua Dr. Sérgio Fleury, na Vila Leopoldina, cujo projeto de lei para alterar seu nome já tramita na Câmara Municipal. Fleury comandava as equipes do Dops de São Paulo responsáveis pela perseguição, tortura e morte de dezenas de militantes políticos.

Segundo Adriano Diogo, que preside a Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, da Assembleia Legislativa de São Paulo, sua comissão acompanha projeto semelhante sobre o tema em nível estadual, que prevê a mudança do nome de logradouros e equipamentos públicos estaduais, como estradas, creches, escolas, que tenham nomes de presidentes do período ditatorial ou de torturadores.

Outro tema em que a comissão paulista tem atuado é na mudança dos atestados de óbito de mortos ou desaparecidos pela repressão.

A Unesp, universidade pública estadual que mantém 21 campi espalhados pelo interior de São Paulo e que mantém um projeto de memória e verdade, também enviou representantes para a reunião pois deve lançar uma comissão em breve.

Comissão Nacional da Verdade
Assessoria de Comunicação

Mais informações à imprensa: Marcelo Oliveira
(61) 3313-7324 | comunicacao@cnv.presidencia.gov.br

Comissão Nacional da Verdade percorrerá país em nova rodada de audiências públicas

Membros e assessores da Comissão Nacional da Verdade, reunidos hoje em São Paulo, fecharam um calendário de audiências públicas em quatro regiões do país durante os próximos três meses. Também foram tratados detalhes da reunião de trabalho com as comissões estaduais e municipais da verdade que será realizada nos dias 29 e 30 de setembro.

A reunião foi a primeira que contou com a participação do novo membro da CNV, o advogado e professor universitário Pedro Dallari, ex-deputado constituinte, ex-secretário de governo na gestão Erundina em São Paulo e professor titular e vice-diretor do Instituto de Relações Internacionais da USP. Além de Dallari, participaram da reunião o coordenador da CNV, José Carlos Dias, e as integrantes do colegiado Maria Rita Kehl e Rosa Cardoso.

Foi definido que a CNV realizará audiências públicas em conjunto com comissões estaduais e promoverá audiências dos grupos de trabalho Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical, Papel das Igrejas durante a Ditadura e Perseguição a Militares.

A próxima audiência da CNV será nos dias 17 e 18 de setembro, no Rio de Janeiro, uma parceria do GT Igrejas e da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro. No dia 20, em São Paulo, em parceria com a Comissão Estadual da Verdade, o tema é a cadeia de comando da repressão e a Oban.

Em outubro, já estão confirmadas cinco audiências, duas delas são do GT Sindical da CNV: dia 1/10, sobre a destruição do antigo Comando Geral dos Trabalhadores pela Ditadura e dia 7/10, sobre os 50 anos do Massacre de Ipatinga. Dia 11 de outubro está prevista uma audiência do GT da Operação Condor sobre os argentinos desaparecidos na Guanabara e nos dias 17 e 18 uma audiência sobre a Casa da Morte, em parceria com a Comissão do Rio. No período de 21 a 24 de outubro o GT Igrejas irá à Belém.

Em novembro, a CNV deve realizar em Brasília três dias de audiências públicas sobre a Guerrilha do Araguaia e o GT Igrejas da CNV deverá percorrer Salvador, Recife e São Paulo. Agentes da repressão serão convocados para depor.

Também estão previstas audiências sobre o financiamento da repressão e sobre militares perseguidos pela repressão em São Paulo.

Pedro Dallari afirmou aos colegas ter ficado muito bem impressionado com o volume de trabalho realizado até agora pela Comissão da Verdade. "Chego a uma comissão estruturada e venho me encaixar onde posso ser útil", afirmou. O advogado e professor integrará o GT Mortos e Desaparecidos, junto com Rosa Cardoso e José Carlos Dias.

Comissão Nacional da Verdade
Assessoria de Comunicação

Mais informações à imprensa: Marcelo Oliveira
(61) 3313-7324 | comunicacao@cnv.presidencia.gov.br

terça-feira, 16 de julho de 2013

Familiares de mortos e desaparecidos políticos criticam Comissão da Verdade

Carta assinada por entidades dos direitos humanos e familiares de mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura militar expõe "preocupação com a opacidade, falta de unidade e morosidade com que funciona" a Comissão Nacional da Verdade; texto pede mais audiências públicas e comprometimento com a busca da verdade, defende o retorno do ex-ministro Cláudio Fonteles, ex-presidente do colegiado, apoia a atual coordenadora, Rosa Cardoso, e pede a substituição do ministro Gilson Dipp, afastado por motivos de saúde

Os familiares de perseguidos pela ditadura militar enviaram nesta segunda-feira uma carta aberta à Comissão Nacional da Verdade (CNV) cobrando mudanças na formação do colegiado e no funcionamento dos trabalhos, que consideram pouco transparente, moroso e acompanhado por "divergências".

Entre os pedidos, está o retorno do ex-ministro Cláudio Fonteles, ex-presidente do grupo, e substituição de Gilson Dipp, que se afastou do colegiado por motivos de saúde, além da realização de mais audiências públicas com depoimentos de familiares das vítimas do regime militar. O texto também declara total apoio à atual coordenadora, Rosa Cardoso.

“Houve momentos de entusiasmo de nossa parte, com os textos publicados por Cláudio Fonteles no site da CNV, comprometidos com a busca da verdade em torno dos mortos e desaparecidos políticos. Qual não foi nossa surpresa, quando vimos que essa postura era duramente questionada por outros integrantes da CNV!”, afirmam, em trecho da carta.

“A partir de então, temos assistido as divergências internas se transformarem em ataques pessoais e públicos, numa triste demonstração de descompromisso com a verdade e a história, refletindo na falta de clareza do papel histórico da CNV”.

A carta é assinada por 27 instituições que representam os 140 familiares de mortos e desaparecidos políticos e ex-prisioneiros políticos, entre eles Luiz Eurico Tejera Lisbôa e Clarice Herzog.

Leia abaixo a íntegra do texto, ao qual o 247 teve acesso.

Senhores Comissários,

Nós, familiares de mortos e desaparecidos políticos, ex-prisioneiros políticos, entidades, movimentos de luta pela Verdade e Justiça, militantes dos direitos humanos e lutadores sociais, vimos externar nossa indignação com os graves acontecimentos que envolvem a Comissão Nacional da Verdade e nossa preocupação com a opacidade, falta de unidade e morosidade com que tem funcionado a CNV.

Consideramos de extrema gravidade um eventual fracasso da Comissão Nacional da Verdade na consecução de seus objetivos principais. As conseqüências de tal fato serão funestas não só para as gerações presentes, mas para o futuro de nossa nação.
Desde o inicio dos trabalhos da CNV, cobramos a apresentação de um plano mínimo de trabalho, com objetivos e metodologia definidos; enfatizamos a necessidade de priorizar a investigação sobre os mortos e desaparecidos políticos e sobre a estrutura de repressão.

Expressamos a necessidade e importância de convocar os agentes do estado responsáveis pelos crimes de tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados.

Da mesma forma, consideramos fundamentais as audiências públicas, amplamente divulgadas pelo sistema público de comunicação social, com os testemunhos das vitimas, familiares e sobreviventes.

Houve momentos de entusiasmo de nossa parte, com os textos publicados por Cláudio Fonteles no site da CNV, comprometidos com a busca da verdade em torno dos mortos e desaparecidos políticos. Qual não foi nossa surpresa, quando vimos que essa postura era duramente questionada por outros integrantes da CNV!

A partir de então, temos assistido as divergências internas se transformarem em ataques pessoais e públicos, numa triste demonstração de descompromisso com a verdade e a história, refletindo na falta de clareza do papel histórico da CNV.

A divulgação do relatório parcial da CNV demonstrou desconhecimento das informações acumuladas, ao longo de mais de 40 anos, pelos envolvidos na luta pelo resgate da memória e da verdade histórica.

A existência da CNV, fruto da luta dos familiares de mortos e desaparecidos políticos, ex-prisioneiros e militantes dos direitos humanos, significa mais do que uma necessidade, é um momento impar da história de nosso país, quando ainda é possível construir a verdade com a participação dos últimos sobreviventes - testemunhos oculares dos fatos.

Neste momento em que tantas vozes se erguem pelo Brasil exigindo mais seriedade, respeito e presteza na consecução de políticas publicas, apelamos para a consciência cidadã de cada um dos membros dessa Comissão, para que coloquem os princípios dos direitos à Memória, Verdade e Justiça do nosso povo e, principalmente dos familiares dos mortos e desaparecidos, acima de quaisquer desentendimentos ou divergências, e propomos:

1. A imediata recomposição dessa Comissão, com a volta de Cláudio Fonteles, a substituição de Gilson Dipp e a garantia de que todos os integrantes estejam voltados prioritária e realmente para os trabalhos da CNV, e que estejam ainda comprometidos não apenas com o Direito à Verdade, Memória e Justiça, mas também com a concepção de Comissão que trabalhe com e para a sociedade, entendendo que o processo é tão importante quanto o relatório final;

2. Que a CNV intensifique as audiências públicas, devidamente organizadas, convocando agentes do Estado envolvidos nas graves violações aos direitos humanos, bem como as testemunhas - vítimas, familiares, sobreviventes;

3. Que o foco das investigações da CNV seja o esclarecimento dos casos dos mortos e desaparecidos políticos, motivo esse que levou à criação e constituição da CNV;

4. Que a CNV se transforme num coletivo, forte o suficiente para garantir a abertura total dos arquivos dos órgãos de repressão e informação da ditadura, tanto a nível federal como estadual.

Por fim, entendemos que o resgate da verdade não se restringe à elaboração de um relatório final pela Comissão Nacional da Verdade, mas sim, é o produto de trabalho coletivo que depende de interação com as diversas formas de organização e expressão da sociedade civil. Por isso, os signatários desta carta apresentam propostas e se solidarizam com o Dr. Claudio Fonteles, que, no seu período à frente da Comissão Nacional da Verdade, sinalizou o caminho a ser trilhado. Manifestamos também nossa total solidariedade à atual coordenadora Rosa Cardoso, que se identifica com nossas propostas e tem buscado o diálogo e a participação da sociedade.

"A única luta que se perde é a que se abandona."

São Paulo, 15 de julho de 2013.

In memoriam aos familiares

Agrícola Maranhão do Vale
Alice Pereira Fortes
Alzira Grabois
Anita Lima Piahuy Dourado
Ariston Lucena
Arnaldo Xavier Cardoso Rocha
Benigno Girão Barroso
Berel Reicher
Blima Reicher
Carlos Alberto De Ré
Clélia Tejera Lisbôa
Consueto Ferreira Callado
Cristovam Sanches Massa
Cyrene Moroni Barroso
Davi Capistrano Filho
Dilma Alves
Edgar Corrêa
Edmundo Dias de Oliveira
Edwin Costa
Elza Joana dos Santos
Ermelinda Mazzafero Bronca
Eunice Santos Delgado
Euthália Rezende de Souza Nazareth
Fanny Akselrud de Seixas
Felícia Mardini de Oliveira
Guilhermina Bezerra da Rocha
Helena Pereira dos Santos
Ilma Linck Haas
Iracema Merlino
Irene Guedes Corrêa
Izabel Gomes da Silva
James Wright
João Baptista Xavier Pereira
João Luiz de Moraes
Julieta Petit da Silva
Lais Maria Botelho Massa
Luiza Monteiro
Lulita Silveira e Silva
Majer Kucinski
Manoel Porfírio de Souza
Márcia Santa Cruz
Márcio Araújo
Maria de Lourdes Oliveira
Maria Helena Carvalho Molina
Maria Madalena Cunha
Maria Mendes Freire
Odete Afonso Costa
Paulina da Silva
Rosalvo Cypriano Souza
Walter Pinto Ribas
Zuleika Angel Jones

Adilson Oliveira Lucena
Alberto Henrique Becker
Alessandra Gasparotto
Alípio Freire
Aluizio Palmar
Ana Maria Muller
Ângela Mendes de Almeida
Ângela Telma Oliveira Lucena
Antônio Pinheiro Salles
Aton Fon Filho
Beatriz Cintra Labaki
Bernardo Kucinski
Carlos Alberto Lobão Cunha
Carlos Gilberto Pereira
Carlos Lichtsztejn
Caroline Silva Bauer
Celso Carvalho Molina
César Augusto Teles
Cesar Cavalcanti
Clarice Herzog
Claudio Antonio Weyne Gutierrez
Claudio Carvalho Molina
Clélia de Mello
Clóvis Petit de Oliveira
Criméia Alice Schmidt de Almeida
Damaris Oliveira Lucena
Darcy Miyaki
Denise Oliveira Lucena
Derlei Catarina De Luca
Dulce Maia de Souza
Edson Luis de Almeida Teles
Edgardo Binstock
Edival Nunes Cajá
Eliete Ferrer
Elio Cabral
Elma Dutra
Elza Ferreira Lobo
Elzira Vilela
Enzo Luiz Nico Jr.
Francisco Celso Calmon
Gilberto Carvalho Molina
Gilney Amorim Viana
Helenalda Resende de Souza Nazareth
Hugo Albuquerque
Iara Xavier Pereira
Ivan Seixas
Janaína de Almeida Teles
João Carlos Bona Garcia
João Carlos Schmidt de Almeida Grabois
Laura Petit da Silva
Laurenice Noleto Alves
Lilian Celiberti
Lilian Ruggia
Lorena Moroni Girão Barroso
Marcelo Santa Cruz
Maria Amélia de Almeida Teles
Maria Cristina Vannucchi Leme
Maria Eliana de Castro Pinheiro
Maria Lygia Quartim de Moraes
Maria Madalena Prata Soares
Maria Regina Jacob Pilla
Maria Socorro de Castro
Marilda Toledo de Oliveira
Marta Nehring
Maurice Politi
Miriam Marreiro Malina
Nei Tejera Lisboa
Nilce Azevedo Cardoso
Noeli Tejera Lisboa
Orlando Bomfim Netto
Pedro Laurentino
Pedro Pomar
Pedro Rocha Filho
Pedro Serrano
Rafael Freire
Renan Honório Quinalha
Romildo Maranhão do Valle
Sérgio Ferreira
Suzana Keniger Lisbôa
Tatiana Merlino
Terezinha Souza Amorim
Thais Barreto
Togo Meirelles
Valter Pomar
Vera Cortês
Vivian Mendes
Walderes Nunes Loureiro
Yuri de Carvalho
Zilda de Paula Xavier Pereira

-As. dos Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil
-Casa Latino Americana - CASLA de Curitiba
-Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguacu
-Centro Cultural Manoel Lisboa
-Coletivo Catarinense Memória Verdade e Justiça
-Comissão da Verdade Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás
-Centro de Direitos Humanos do Rio Grande do Norte
-Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos
-Comitê Carlos De Ré da Verdade e da Justiça
-Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos
-Comitê Goiano da Verdade, Memória e Justiça
-Comitê pela Verdade Memória e Justiça do DF
-Comitê pela Verdade Memória e Justiça – BA
-Comitê Memória Verdade e Justiça Campinas
-Comitê Memória Verdade e Justiça Ceará
-Comitê Memória Verdade e Justiça de Pelotas e região
-Comitê Memória Verdade e Justiça - Espírito Santo
-Comitê Direito Memória Verdade – Imperatriz/Ma
-Comitê Direito Memória Verdade – Paraíba
-Comitê Memória Verdade e Justiça – Pernambuco
-Comitê Memória Verdade e Justiça – Terezina/PI
-Comitê Paulista pela Memória Verdade e Justiça
-Fórum de Reparação e Memória do Rio de Janeiro
-Instituto de Estudos Políticos Mário Alves - Pelotas - RS
-Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
-Sindicato dos Jornalistas da Paraíba

terça-feira, 18 de junho de 2013

Ato Contra o aumento das Passagens de ônibus - e muito mais

Nesta quinta-feira (20), às 17h, no Largo do Mercado Público,  a cidade de Pelotas se somará aos atos que ganharam as ruas do Brasil em protesto contra o aumento das passagens de ônibus - e muito mais.

A indignação, cujo estopim foi mais um aumento na tarifa dos transportes públicos, já apresenta pautas específicas em cada região do país. Mesmo com o esforço da grande mídia em reduzir toda a mobilização a uma ou duas pautas - seja “contra o aumento da passagem em transportes públicos” ou “contra a corrupção” ou, ainda, em sua tentativa desesperada de ridicularizar e deslegitimar o movimento -, a sociedade continua mobilizada.

Essas manifestações expressam um conjunto muito maior de demandas da sociedade, que têm sim um lado: o lado dos que lutam por um país mais justo.

Somam-se à luta contra o aumento da passagem de ônibus as pautas dos movimentos negr@s, das mulheres, dos homossexuais, dos indígenas, da periferia... Entender que estas manifestações são uma rebeldia apenas contra o aumento da passagem em transportes públicos ou apenas contra a corrupção, seria não ouvir as ruas: é contra o aumento da passagem em transportes públicos, é contra a corrupção, é contra o desrespeito ao trabalhador e aos pobres, em repúdio ao sistemático assassinato de sem terras, contra a falta de investimento em políticas públicas, contra a criminalização dos movimentos sociais. É por saúde, por cultura, por moradia, por educação, pelo piso dos professores, pela reforma agrária, por Verdade, Memória e Justiça, por Direitos Humanos, contra quem não nos representa, contra a violência policial, contra a PEC 37.

É, principalmente, contra 500 anos de uma elite que lucra muito em cima da miséria do povo, pois, ainda que as movimentações partam de vários pontos e busquem distintos objetivos, não perdemos a possibilidade de questionar a causa de todos os problemas e entender que um outro mundo é possível e necessário. Queremos ver nascer um movimento que se constitua em um acumulo social e político e estimule a participação e exercício democrático continuamente!

É por isso que o Instituto Mário Alves apoia e participa dessas manifestações e convida a todos para que tragam suas pautas, ergam suas faixas e venham fazer parte dessa mobilização. Vamos às ruas, nesta quinta-feira, dia 20 de junho, às 17h, no largo do Mercado Público de Pelotas. É pela mudança desse sistema: individualista, reacionário e opressor. É por uma sociedade mais justa e democrática. É pela transformação social e, quem sabe um dia, pela revolução socialista!


" Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera"

Coletivo IMA - Pelotas-RS

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Dia de luta: Instituto Mário Alves convida para atividades alusivas ao 1º de maio


No dia 1º de maio, marco histórico na luta da classe trabalhadora, o Instituto Mário Alves (IMA) - em parceria com o Comitê Pela Verdade Memória e Justiça da Região Sul – participa das homenagens alusivas ao Dia do Trabalhador, que serão realizadas na cidade de Pelotas.

Organizada pela CUT Regional Sul e pelos Sindicatos locais, a mobilização – que, como de costume, irá ocorrer no Altar da Pátria (avenida Bento Gonçalves) – tem o objetivo de proporcionar uma reflexão crítica sobre o mundo do trabalho, sem abrir mão de comemorar as conquistas até aqui alcançadas pelos movimentos sociais.

A cantora Maria Conceição e as bandas Freak Brotherz, Quintal de Sinhá, Seu Valério e Ósculo darão o tom do encontro, que conta, ainda, com grafitti, exposições, contos, rústica, xadrez, varal de poesias, piquenique e diversas outras formas de expressões artísticas e culturais.

O encontro do trabalhador está previsto para começar às 14h. Na oportunidade, em meio às falas dos convidados e organizadores, quem se fizer presente poderá conhecer um pouco mais das atividades desenvolvidas pelo IMA.

Parceiro e incentivador de mobilizações como essa, o instituto se fará presente tanto na parte de exposição de material fotográfico, como na organização de uma banca com livros, camisetas e demais artefatos disponibilizados aos sócios e incentivadores da sua rotina de militância.

Compareça! A presença de cada um é fundamental para uma reflexão coletiva dos rumos que a classe trabalhadora precisa tomar daqui por diante. Não apenas os mortos de Chicago, no século XIX, mas todos os que tiveram a coragem de se sublevar ao longo da história - e, sobretudo, os que ainda a têm – precisam ser reverenciados e tomados como exemplo, na busca dos direitos que ainda precisam ser conquistados!


"Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas, sonho que se sonha junto, é realidade"