domingo, 13 de maio de 2012

Construção do Comitê da Verdade em Pelotas começa amanhã


O Instituto Mário Alves é um dos idealizadores do Comitê da Verdade em Pelotas. As discussões começarão a partir de amanhã (14) e todos aqueles que buscam justiça estão convidados a essa construção!



Carta à Sociedade:

Prezad@s:

                Nos último meses temos acompanhado um aumento nas discussões e nas mobilizações sociais em torno da apuração das graves violações aos direitos humanos cometidas durante a ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985), especialmente a partir da criação da Comissão Nacional da Verdade, em dezembro de 2011.

Parte destas discussões tem sido fomentadas a partir da criação de Comitês locais, que visam fortalecer as investigações da Comissão da Verdade e ampliar o debate público em torno do tema. Há comitês sendo criados em diferentes estados, e algumas entidades e centrais sindicais, como a CUT e a CONLUTAS, já manifestaram interesse em participar deste movimento.

              Neste sentido, estamos nos mobilizando para criarmos um Comitê da Verdade em Pelotas, a exemplo do que ocorre em outros municípios do Estado, como Porto Alegre e Santa Maria.

                CONVIDAMOS, então, todas as pessoas, entidades e coletivos interessados para uma reunião para a construção deste Comitê em Pelotas, que será realizada na próxima segunda-feira, dia 14 de maio, às 17h30min, na Sede do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região (Rua Tiradentes, 3087 - Centro).
Contamos com a sua participação!

Atenciosamente,
Coletivo pró-instalação do Comitê da Verdade de Pelotas

quarta-feira, 9 de maio de 2012

IMA comemora seus 11 anos com jantar neste mês



O IMA comemora 11 anos neste mês e você é convidado para estar presente neste momento importante de mais uma etapa vencida, no resgate à memória das lutas políticas e na construção da transformação social.

No próximo dia 18, o IMA estará oferecendo um jantar de confraternização, seguido de bingo. Na ocasião, será apresentada oficialmente a nova logomarca do Instituto e as apresentações dos projetos que o IMA tem desenvolvido e está trabalhando atualmente.

Ingressos limitados a R$ 15,00 podem ser adquiridos no IMA (Andrade Neves, 821 - Fone: 3025 7241) ou através dos telefones: Lauro 9113-1116, Mana 8124-7554, Janaína 8124-2414 e Juliana 8438-1998.

Instituto Mário Alves - 11 anos de histórias, resgates e construção social!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

IMA apóia a luta doa trabalhadores


O Instituto Mário Alves esteve presente no “1º de Maio”, organizado por sindicatos e movimentos sociais de Pelotas, no dia do Trabalhador, no Parque Dom Antonio Zattera.

(Foto: Roger Peres)

No apoio à luta dos trabalhadores, colaboradores do IMA estiveram juntos com a diversidade de movimentos e lutas presentes no Encontro histórico do Dia do Trabalhador. O Momento contou com temas como:

- Contra a desindustrialização
- Na defesa do emprego decente
- Pagamento do piso aos professores municipais e estaduais sem mexer no plano de carreira
- Redução da jornada de 44 para 40 horas semanais
- Ratificação da Convenção 151
- Contra o Fator Previdenciário
- Contra a Previdência complementar
- Pela Reforma Agrária
- Apuração e punição dos assassinos de Jair e Elton 

Críticas quanto à propaganda enganosa do poder público aos  "200 anos de Pelotas", apresentações artísticas de bandas locais, mateada e participações de entidades e organizações também se fizeram presentes no encontro.


Dia do Trabalhador é todo dia



Por Guilherme de Oliveira

É em um momento histórico que hoje se reivindica o Dia do Trabalhador. Na verdade, todos os dias são dos trabalhadores, daqueles que constroem e mantém as escolas e as universidades que estudamos, que limpam as ruas que caminhamos, que dirigem o transporte que nos locomovemos, que nos tratam quando estamos doentes… Se pegarmos a história da humanidade, não houve um dia que ela tenha conseguido evoluir sem a participação de um trabalhador. Entre ascensos e refluxos, a classe trabalhadora vive não um dia, mas um momento de transformações que abre as portas para novas lutas e novas conquistas.



Foi através de uma mobilização pela jornada de trabalho de oito horas ocorrida em Chicago, em 1886, que logo no ano de 1889 foi constituído o dia 1 de maio como dia internacional dos trabalhadores. Também em Chicago o emigrante austríaco Friedrich Von Hayek, economista e filósofo, formou gerações de economistas monetaristas ultra-conservadores como Milton Friedman na Universidade de Chicago. Hayek ensinou aos seus ‘’Chicago Boys’’ que a intervenção do Estado na vida individual ou social coloca o povo na ‘’linha da servidão’’. Ele apresentou a liberdade econômica (o direito de ganhar e usar sua fortuna sem intervenção exterior) sobre o mesmo plano das liberdades políticas ou pessoais duramente conquistadas pelos trabalhadores. É nesta crise de hoje que vemos claramente o fracasso da política dos Chicago Boys e a necessidade de avançar a luta dos trabalhadores para revolução socialista. Os grandes capitalistas do mundo provaram mais uma vez, na crise deflagrada em 2008 que segue até os dias atuais e não tem prazo para acabar, que são verdadeiras bestas que só pensam em lucro e não se importam em condenar 24,5 milhões de homens e mulheres da União Européia ao desemprego, por exemplo. É por estes trabalhadores que hoje estão sendo privados de exercer sua profissão e por todos os outros que mesmo tendo são privados de ter uma vida digna, que a luta clama por avançar e conquistar.

Novas perspectivas, vitórias e derrotas se apresentam para classe trabalhadora. É verdade que os anúncios de cortes, de avanços dos planos de austeridade apontam um futuro nebuloso, mas também é verdade que a luta e a mobilização histórica dos trabalhadores já começa a esboçar algumas respostas. No mesmo Dia do Trabalhador, Evo Morales, Presidente da Bolívia, anunciou a nacionalização da Transportadora de Energia. Essa é uma pauta histórica do povo boliviano que já na década de 50 havia conquistado a nacionalização das mineradoras e a reforma agrária. Os avanços dos mineiros e camponeses bolivianos foram atacados com um covarde golpe militar que destitui o presidente Victor Paz Estenssoro e empossou o assassino René Barrientos.

No mês passado, em abril, o povo argentino também aplicou uma dura derrota aos exploradores ao anunciar a expropriação das ações da distribuidora de gás e petroleira YPF. Tanto a Transportadora de Energia na Bolívia como a YPF argentina estavam nas mãos dos espanhóis que outrora colonizaram estes países e seguem até hoje explorando. As nacionalizações ocorridas são respostas não desta, mas de várias gerações da classe trabalhadora latino-americana contra os colonizadores e exploradores que não permitem sua verdadeira emancipação.

A nacionalização é um avanço que não deve restringir a luta contra a democracia burguesa, que é a melhor forma possível para o desenvolvimento do capitalismo e faz parte dos atuais governos. Como bem descreveu Lenin, depois que o capital se apropria da democracia, através da corrupção, por exemplo, ele exerce o seu poder de forma tão segura que qualquer mudança de partidos, pessoas ou instituições não abalam o seu domínio. Através deste sistema tão elogiado pelos grandes capitalistas, ‘’os trabalhadores de hoje se transformaram em escravos assalariados, em conseqüência da exploração capitalista, e esmagados pela necessidade e pela miséria, não se interessam pela política e, no curso pacifico dos acontecimentos a maioria da população, se encontram afastados da vida político e social’’, afirma Lenin.

Através de influências no governo do aimará Evo Morales ou no governo social-democrata da Cristina Kirchner, o povo tem conquistado algumas vitórias, que são grandes no presente, mas pequenas para o futuro. É preciso a partir delas conquistar também o Estado, o qual segundo Engels, “é o Estado da classe mais poderosa, daquela que domina do ponto de vista econômico e que, graças a ele, se torna também classe politicamente dominante e adquire assim novos meios para esmagar e explorar a classe oprimida’’.  Mesmo derrotada a classe dominante, os trabalhadores ainda tem a necessidade do Estado, só que dessa vez para garantir a democracia para a imensa maioria do povo e reprimir pela força os exploradores. Somente na sociedade comunista, quando a resistência dos capitalistas estiver definitivamente derrotada, que os capitalistas desaparecerão e não haverá mais classes. Essa é a nossa luta, esse é o nosso fim como militantes socialistas.

* Guilherme de Oliveira é presidente do Centro Acadêmico de Comunicação Social da PUCRS e militante do Juntos

quinta-feira, 26 de abril de 2012

"A Construção da Memória Política" é lançado na Pós-Graduação em Ciência Política da UFPel




Amanhã (27) tem lançamento do texto "A Construção da Memória Política", organizado pela professora de Ciência Política da UFPel, Naiara Dal Molin e pelo doutorando em Ciência Política da UFRGS, Elias Vieira.
A abordagem passa pela retomada das discussões em torno da memória e identidade política dos movimentos sociais, das lutas sindicais, das mulheres e outros segmentos políticos.
A livraria do Instituto Mário Alves tem o livro para venda.



O lançamento também conta com a obra   “Democracia e Processos Políticos, organizado pelo professor Daniel de Mendonça.

A atividade será realizada amanhã,  dia 27 de abril, às 17h, no Instituto de Filosofia, Sociologia e Política, na rua Alberto Rosa, 154, segundo andar, Pelotas.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A Atualidade de Chico Mendes: Pelotas recebe Osmarino Amâncio

Organizado pelo Coletivo Barricadas, o debate será em torno da  ATUALIDADE DE CHICO MENDES: Meio ambiente, questão agrária e sindical no Brasil atual



Debatedor: Osmarino Amâncio, contemporâneo de Chico Mendes, militante e seringueiro em Brasiléia (Acre).

Quando? 24 de abril, terça-feira, 19h

Local: Auditório da Faculdade de Educação (3º andar do ICH/UFPEL)
Mais sobre a atividade agrária e sindical de Osmarino no blog

Saiba quem é Osmario Amâncio:

Osmarino Amâncio é militante da causa ambiental desde os anos 1970. Junto com Chico Mendes e Wilson Pinheiro confrontou-se com os “empates”, no meio da selva amazônica, que visavam à derrubada da mata e a expulsão dos moradores da floresta em nome do desenvolvimento dos grandes negócios madeireiros.Osmarino já foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia (Acre, fronteira com a Bolívia), sofreu três atentados à vida, teve sua casa incendiada cinco vezes, mas continua resistindo. Também ajudou a elaborar a política das reservas extrativistas, combatendo, hoje, pela manutenção do projeto originário, que dá aos habitantes do direito de uso-fruto dos lotes, em convivência harmônica com a natureza. Além disso, protagoniza a resistências às investidas do capital sobre a floresta e, mais do que a defesa da floresta de forma preservacionista, organiza a luta em defesa dos direitos dos povos que nela e dela vivem: contra a exploração da madeira e o avanço do agronegócio sob o abrigo do novo código florestal brasileiro.

Osmarino tem sido o porta-voz desta luta nos mais diferentes espaços, desde movimentos sociais até congressos acadêmicos. Novamente, busca organizar a resistência pela via da disputa sindical dentro do STR (Sindicato dos Trabalhadores Rurais) de Brasiléia, mesmo sob forte investida dos representantes do governo acreano e do capital, que compram seus possíveis apoiadores – literalmente compram! Sua vinda ao RS está ancorada na tentativa de dar a conhecer as atuais condições de existência política no Acre para além daquelas fronteiras, buscando um apoio articulado nacionalmente como principal forma de defesa dos interesses dos povos que vivem do extrativismo amazônico.

A questão sindical e a luta pela reforma agrária no Brasil: da Amazônia ao Rio Grande do Sul. Neste debate, o companheiro apontará as principais questões que estão envolvidas na disputa sindical no Acre hoje e a importância da organização e disputa do STR de Brasiléia para a defesa dos trabalhadores que vivem da floresta, apontando as políticas que o governo, em nível estadual e federal, têm promovido para a desarticulação dos trabalhadores daquela região.

sábado, 14 de abril de 2012

Manifestação em Bagé relembra tortura na ditadura e contesta livro sobre Médici


O IMA levou um grupo de pessoas ao ato público que aconteceu no lançamento do livro sobre ditador, escrito por coronéis


Do lado de dentro de um clube, militares e simpatizantes do governo Médici participavam do lançamento do livro sobre o período. Do lado de fora, manifestantes lembravam da tortura que a ditatura militar causou

“Bagé pede desculpas ao Brasil” dizia em um dos cartazes. Os manifestantes estavam na própria terra de Emílio Garrastazu Médici, militar que governou o País de 69 a 74, tendo um dos governos mais sangrentos da história da política. Há pouquíssimos metros de distância dos manifestantes e ao mesmo tempo, acontecia o lançamento do livro “Médici: A verdadeira história” – escrito pelos coronéis Claudio Heráclito Souto e Amadeu Deiro Gonzale, em Bagé. Em frente ao local onde o livro estava sendo lançado, o grupo de militantes gritou por justiça em memória dos torturados, desaparecidos e mortos pela ditadura militar. A manifestação aconteceu na última quarta-feira (11).

Na busca de chamar a atenção da comunidade em geral e do público que, saudosamente, assistia ao lançamento do livro, o grupo lembrou alguns dos tantos nomes de militantes que sofreram na ‘era Médici’: “Precisamos romper o silêncio que paira sobre esta cidade. Bagé não tem orgulho dos tempos do Médici, o governo mais nebuloso da história do Brasil”, disse um dos organizadores.

Contra a visão da história apresentada pelos militares aposentados também lembraram da importância da abertura dos arquivos da ditadura e pelo julgamento dos torturadores no Brasil.