terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

IMA retoma suas atividades com Plenária de Planejamento Estratégico

Para a concretização do debate já iniciado em 2011, o IMA dá a primeira largada para as ações práticas que visam pensar e organizar os seus próximos anos

O Instituto de Estudos Políticos Mário Alves retoma suas atividades e convida a todos para a Plenária de Planejamento 2012 no próximo sábado (3), a partir das 9 hs, na sede da ADUCPel (General Telles, 562).


No marco de seus 10 anos em 2011, o Instituto realizou um Seminário de Planejamento Estratégico, com a participação de membros, sócios e colaboradores. O resultado foi a ativa interação nas oficinas que buscaram incitar o debate e a reorganização do Instituto, a partir de temas como sustentabilidade, identidade, profissionalização e mobilização de recursos.

Pensando em uma participação maior de todos no processo de avanço do IMA, a Plenária do próximo sábado busca, além de informar aos participantes a real situação institucional; a recomposição dos Grupos de Trabalho do Instituto (Formação Política, Administração e Finanças, Cultura e Eventos); o Calendário de atividades de formação para 2012 e a plena organização com encaminhamentos do planejamento iniciado em agosto de 2011.

O debate será distribuído durante o dia de sábado com um almoço sendo oferecido aos participantes.

Para confirmar presença, basta enviar um e-mail para imapelotas@yahoo.com.br ou ligar para o Instituto: 53 30257241 até sexta-feira.

- SAIBA MAIS SOBRE O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO AQUI.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Preservar a memória



O Brasil viveu 21 anos (1964-1985) sob ditadura militar. A esdrúxula Lei da Anistia pretende colocar uma pedra sobre as atrocidades cometidas naquele período contra os que lutavam por liberdade e democracia. E há escolas e universidades que ainda ignoram o terrorismo de Estado vigente no Brasil ao longo de duas décadas.

No entanto, as vítimas não se calam. Não admitem clandestinizar a dor de seu sofrimento e a de tantas famílias de mortos e desaparecidos. Segundo Primo Levi, sem memória da injustiça não há justiça possível.

No momento em que o governo Dilma Rousseff aprova a Comissão da Verdade é preciso lembrar que funciona em São Paulo o Núcleo de Preservação da Memória Política. Surgiu em 2007, no contexto das atividades do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo, fundado para defender os interesses dos ex-prisioneiros políticos e perseguidos durante a ditadura.

Em 2008, logrou que o antigo prédio do DEOPS, no Largo General Osório, se transformasse em Memorial da Resistência. Desde então, promove ali os Sábados Resistentes. É o primeiro projeto museológico de memória no Brasil.

Em 2009, tornou-se uma instituição independente. Propõe-se a mobilizar pessoas interessadas na abertura dos arquivos da ditadura, preservar a memória das vítimas, incrementar a cultura de respeito aos direitos humanos, propiciar formação política às novas gerações.

Hoje, o Núcleo Memória é membro da Coalizão Internacional de Museus de Consciência em Lugares Históricos.

O objetivo do Núcleo Memória é preservar a luta pela liberdade e democracia; dignificar a história dos brasileiros que se empenharam nesse sentido; colher depoimentos e fontes documentais que permitam fortalecer o resgate histórico; e conhecer o passado recente da história do Brasil.

Empenha-se também em promover a recuperação dos lugares emblemáticos em que foram praticadas violações aos direitos humanos; realizar eventos culturais relacionados à resistência e à memória; exigir dos poderes públicos a preservação e divulgação dos arquivos existentes; valorizar os lugares simbólicos de atos da resistência democrática; participar de intercâmbios de experiências similares em outros países, em especial no MERCOSUL.

Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

IMA informa datas de recesso

O Instituto Mário Alves informa a todos os seus associados a data de recesso no periodo de carnaval e pós feriado: de 20 a 27 de fevereiro o Instituto estará fechado, reabrindo no dia 28.

Para este ano, o IMA se propõe a dar continuidade `as atividades inserindo ainda mais a comunidade em seus seminários, ciclos de cinema e a execução do segundo ano do Ponto de Cultura Memórias em Movimento.

Um ótimo carnaval a todos os companheiros e até breve.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

100 anos de Apolônio de Carvalho


Por Felipe Balladares

Neste último dia 9 de fevereiro estaria completando 100 anos Apolônio de Carvalho, militante comunista. Nascido em Corumbá, MS filho de um soldado sergipano e de uma dona de casa gaúcha, Apolônio aderiu à vida militar e com pouco mais de vinte anos já era oficial. No exército entrou em contato com as idéias políticas do movimento tenentista e logo ingressou na ANL (Ação Nacional Libertadora) movimento do tipo “frente popular” apoiado pelo PCB então principal partido de esquerda do Brasil. Com a repressão que se seguiu ao levante de 1935 (conhecido como Intentona Comunista) do qual a ANL foi protagonista, Apolônio foi preso e teve seu posto no exército cassado.

Após ser libertado em 1937 filia-se ao PCB. Era o período da Guerra Civil Espanhola, e Apolônio partiu para a Espanha para lutar nas Brigadas Internacionais, movimento de voluntários que saíram de diversos países para defender a República Espanhola do Fascismo. Em 1939, quando as Brigadas são dissolvidas e os Republicanos são derrotados, Apolônio têm de se refugiar na França. Ali permanece prisioneiro de um campo de concentração para refugiados espanhóis até 1940 quando foge para Marselha.

Com a invasão da França pelos nazistas, Apolônio ingressou na Resistência Francesa e 1942 tornou-se o comandante do movimento na região sul da França. Neste posto comandou a libertação de diversas cidades entre elas Toulouse.

Depois do fim da guerra Apolônio voltou ao Brasil com a família (a mulher Reneé que ele conheceu na França e o filho René -Louis) e viveu na clandestinidade antes e depois do golpe de 1964. Em 1967, juntamente com Mário Alves e Jacob Gorender rompeu com a linha reformista e recuada do PCB e fundou o PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário) através do qual participou da luta armada contra o regime militar. Em 1970 foi preso em uma onda de prisões que alcançou também Mário Alves e Jacob Gorender. Todos foram barbaramente torturados e Mário Alves foi assassinado. Pouco tempo depois foi libertado em troca do resgate do Embaixador Alemão seqüestrado por guerrilheiros. Partiu para o exílio na França de onde só retornou com a Anistia em 1979 e logo passou a participar da organização fundação do PT, partido no qual permaneceu na direção até 1987 quando se afastou por problemas de saúde. Permaneceu, entretanto como referência política para outras gerações de militantes socialistas.

Apolônio recebeu dos governos Francês reconhecimento pela sua dedicação: foi condecorado com a Legião de Honra Francesa.Apolônio é, sem dúvida um herói das lutas dos trabalhadores e dos oprimidos não só dos países em que combateu mas do mundo todo. Mais do que isso é a prova de que conforme o próprio Apolônio dizia, “Vale a pena Sonhar”!

Camarada Apolônio, Presente!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Justiça argentina retomará julgamento de crimes da ditadura

A Justiça da Argentina retoma, a partir da segunda semana de fevereiro, o julgamento de vários processos contra ex-militares e civis acusados de cometer crimes contra a humanidade, como assassinatos e tortura, durante o período do regime militar (1976-1983). A ditadura argentina é apontada como uma das mais sangrentas da América Latina, tendo deixado um saldo estimado de 30 mil mortos.

O primeiro processo será apreciado a partir do dia 9 pelo Tribunal Criminal Federal de Mar del Plata. Os ex-militares Julio Alberto Tommasi, Roque Ítalo Pappalardo e José Luis Ojeda, além dos civis Emilio Felipe Méndez e Julio Manuel Méndez serão julgados pelo sequestro, tortura e morte do advogado trabalhista Carlos Alberto Moreno.

Já o julgamento de Pedro Nolasco Bustos, Jorge Vicente Worona y José Filiberto Olivieri está previsto para começar no dia 14, em Córdoba. Segundo a agência pública de notícias argentina, Telam, os três ex-policiais faziam parte do grupo acusado de deter e fuzilar estudantes universitários militantes da Juventude Peronista (JP) Ana María Villanueva, Jorge Manuel Diez e Juan Carlos Delfín Oliva, em 1976.

Por fim, no dia 27 de fevereiro, deve ter início o julgamento dos envolvidos no chamado Massacre de Juan B. Justo, nome da rua onde ficava a casa em que, também em 1976, foram mortos Omar Amestoy, a mulher dele, Maria del Carmen Fettilini, dois filhos do casal (um menino de três anos e uma menina de cinco) e Ana María Del Carmen Granada. Respondem pelos crimes de privação de liberdade, tortura e homicídios o ex-coronel Manuel Fernando Saint Amant, o ex-policial Antonio Federico Bossie e o ex-comissário geral Jorge Muñoz.

Um dos julgamentos de maior repercussão, contudo, deverá ser o do general Jorge Rafael Videla, que governou o país entre 1976 e 1981. Videla já foi condenado pela Justiça argentina, em dezembro de 2010, à prisão perpétua por crimes de lesa-humanidade, como o assassinato de 31 presos políticos.

Ainda de acordo com a Telam, entre os vários acusados que serão julgados ao longo do ano, também está o general Luciano Benjamín Menéndez, ex-chefe militar argentino. (Telam)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ponto de Cultura Memórias em Movimento realiza oficina no Fórum Social Temático

O Ponto de Cultura Memórias em Movimento e o Instituto Mário Alves estarão presentes ao Fórum Social Temático 2012, que será realizado nos dias 24 a 29 de janeiro, nas cidades de Porto Alegre, São Leopoldo, Canoas e Novo Hamburgo.

Neste evento, será realizada uma oficina que se destinará a apresentar os objetivos do Ponto de Cultura e as ações realizadas, um debate sobre a importância do ME universitário gaúcho na luta contra a ditadura militar e uma exposição de fotos do período.

Com estas atividades, o IMA juntamente com o Ponto de Cultura Memórias em Movimento além de apresentar aos presentes as questões relativas ao trabalho que está realizando,propiciará um momento de debate e reflexão acerca da importância daquele período para o processo de democratização do país e estimular a discussão sobre o papel, os desafios e os limites do ME na conjuntura atual.

No momento em que inúmeras lutas se desenvolvem no mundo inteiro, tendo a juventude e os estudantes como importantes protagonistas, espera-se poder contribuir para este processo.

Equipe do Ponto de Cultura – Coordenação Instituto Mário Alves

Quando: 26/01
Onde: Tenda do Audiovisual – Acampamento da Juventude/Pq Harmonia
Horário: 10 horas

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

41 anos de assassinato de Mario Alves


Há 41 anos, o jornalista Mario Alves de Souza Vieira foi barbaramente assassinato nas dependências do DOI-CODI, no Rio de Janeiro, entre os dias 16 e 17 de janeiro de 1970. Então com 47 anos, Mario Alves era dirigente do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e dedicava o melhor de sua vida na resistência à Ditadura Militar, derrotada em 1985. Alves lutou por um Brasil com justiça social, soberano e democrático.

Mario Alves integra a galeria dos insignes brasileiros que naquele período da História do Brasil dedicaram (e doaram) suas vidas para que a Nação brasileira pudesse virar aquela triste página e se tornar uma Nação com liberdades democráticas, com livre expressão nos mais diversos setores, inclusive sindical.

Dirigiu os jornais Novos Rumos e Voz Operária. Fez curso secundário em Salvador, sendo um dos fundadores da União dos Estudantes da Bahia. Ele atuou, também, na União Nacional dos Estudantes (UNE).

Mario Alves ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, em 1964, na clandestinidade, tornou-se um dos líderes da corrente de esquerda dentro do PCB. Por divergências na acirrada luta interna no VI Congresso, do PCB, Mario Alves, juntamente com Carlos Maringuella, Joaquim Câmara Ferrreira, Jacob Gorender, Apolônio de Carvalho, Manuel Jover Telles e Miguel Batista dos Santos foram expulsos. Em 1968, Mario Alves, Jacob Gorender, Apolônio de Carvalho, entre outros, fundaram o PCBR.